• Lucienne Souza

PARA ONDE FOI A GORDURA SUBCUTÂNEA DEPOIS DOS TRATAMENTOS DE REDUÇÃO?

Atualizado: 4 de Jan de 2018



É muito comum ao lermos a descrição dos tratamentos de redução de gordura, celulite e flacidez, encontrar a afirmação de que a gordura ou até mesmo os adipócitos (células de gordura) são eliminados pela urina após o tratamento. Outras pessoas podem pensar que esta eliminação se dá pelas fezes. Essa discussão não é nova e vale a pena refletir sobre o assunto.


A gordura é composta por triglicerídeos, e quando o organismo necessita da liberação dos ácidos graxos contidos nos adipócitos, enzimas entram em ação. Estas enzimas quebram os triglicerídeos e liberam na circulação sanguínea três moléculas de ácidos graxos livres e uma molécula de glicerol.


O glicerol liberado, hidrossolúvel, é transportado livremente pelo sangue até o fígado, onde pode ser utilizado na produção de glicogênio ou outros processos. Uma vez desligado dos ácidos graxos, o glicerol obrigatoriamente irá para corrente sanguínea e não é direcionado aos rins ou aos intestinos para ser eliminado pela urina ou fezes.


Os ácidos graxos livres, lipossolúveis, precisam de transportadores no sangue, e ligam-se à albumina para serem levados ao músculo esquelético onde servirão como fonte energética, ou participam do equilíbrio da manutenção da temperatura corporal do organismo.


Portanto, a gordura que está no tecido adiposo não pode ser eliminada pelas fezes ou pela urina. Uma parte da gordura que foi quebrada segue para o fígado em forma de glicerol e outra parte será usada como fonte de energia no tecido muscular. Saber sempre faz bem!



REFERÊNCIAS


FONSECA-ALANIZ, M. et al. O tecido adiposo como centro regulador do metabolismo. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabolismo v.50, n.2,2006

LIMA-SILVA, A.E. METABOLISMO DE GORDURA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO: MECANISMOS DE REGULAÇÃO. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, v.8, n.4, p.106-114, 2006

TCHKTHONIA, T. et al. Mechanisms and metabolic implications of regional differences among fat depots. Cell Metabolim, v.17, n.5, p.644-656. Diponível em:< http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23583168?dopt=Abstract>

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